11 de abr de 2018

Ansiedade por Separação




Ansiedade por Separação
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Alguns cães sentem imensa dificuldade de ficarem sozinhos ou distantes de uma pessoa em específico, geralmente seu tutor. Esse mal estar pode gerar problemas comportamentais na ausência ou quando o cão percebe que o objeto de apego vai se ausentar. Vocalização, destruição, micção e defecção, entre outros são alguns dos comportamentos consequentes desse tipo de ansiedade que pode ter uma série de causas que vão desde apego excessivo ao tutor, traumas, medo, falta de #rotinacaninaideal …
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É possível modificar isso, ajudando o cachorro a se sentir melhor quando for necessário ficar sozinho, e para isso, é essencial a orientação e acompanhamento de um profissional experiente  para que a família do cão seja guiada pelas diversas fases do processo de modelagem comportamental que tais casos requerem..
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Nesses 14 anos de profissão tenho ajudados diversos cães e suas famílias a tratarem a síndrome de maneira que possam ter uma vida normal e de qualidade para ambos. E até hoje, coincidência ou não, nunca foi preciso a utilização de medicações (obviamente que neste caso seriam prescritas por um médico veterinário), mas a dedicação, consistência e paciência dos tutores é sempre fator FUNDAMENTAL.
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O processo deve ser encarado como de médio\longo prazo, não almejando resultados imediatos, e compreendendo que a idade do cão é fator a se considerar diante do tempo necessário para começarmos a perceber a modificação comportamental esperada. Mesmo assim, cães com idade avançadas são totalmente passíveis de melhora, e não raras vezes tem me surpreendido.
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Em qualquer fase os cães podem desenvolver a síndrome, e cães oriundos de resgates (que foram abandonados e ou passaram por situações traumáticas)  são fortes candidatos. Entretanto, tem sido muito comum em cachorros humanizados e com rotina medíocre, bem como consequência da inabilidade dos tutores do cão em saber como lidar com a espécie em questão.
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A prevenção se dá mediante protocolos que visam promover cães equilibrados e independentes, e devem ser utilizados desde a primeira fase do cão. Já a terapêutica requer o ajuste da rotina e técnicas de modelagem comportamental.
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Informações: contato@educadoracanina.com.br

Emmanuelle Moraes
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