13 de out de 2015

Brigas de cães na mesma casa


Algumas coisas eu trabalho em bem maior intensidade do que gostaria de trabalhar. Na verdade, adoraria atuar mais na prevenção de problemas comportamentais do que a resolução deles. Geralmente, quando tais casos chegam junto deles vem uma série de fatores que dificultam o processo de modificação comportamental, como também o impede.

Como exemplos posso citar alguns: 
  • a pressa pela "solução milagrosa" por parte dos tutores,
  • problemas com o síndico do condomínio,
  • brigas com ferimentos nos cães e ou pessoas,
  • alto estresse e insegurança,
  • custo do serviço profissional ...
Os tutores de cães precisam buscar orientação profissional antes de que os problemas aconteçam ou se já passaram desta fase, ao menos tão logo eles comecem a aparecer. Um ponto positivo desta ação imediata é que o custo será bem menor se iniciar um trabalho no início, quando os comportamentos indesejados não estão muito arraigados.

Mas qual será o motivo para tantas brigas entre cães que são da mesma casa? Afinal, porque é tão difícil manter a relação harmoniosa de um grupo de cães?

Ter um cão apenas é completamente diferente de ter o segundo, o terceiro e assim por diante. Se o tutor não é dedicado com a educação do seu único cão, talvez consiga conviver com os comportamentos que consideramos ruins. Mas se há um segundo cão no mesmo local manter a estrutura do grupo bem definida é um dever.

Brigas entre cães da mesma casa não são nada agradáveis, e além de gerar um transtorno na convivência também provocam ferimentos, e pode levar a óbito.

Na prática, o que mais encontro em tais casos é a desestrutura da relação entre os cães e os tutores devido a total falta de regras de convivência. Quais são as regras que regem o seu grupo de cães? É permitido pular? Comportamentos ansiosos são recompensados? Qual o nível de obediência que seus cães possuem? E quem define as regras da casa?

Elenquei 05 pontos, apenas, para discorrer sobre este assunto que é demasiadamente complexo. Mas apenas por tais pontos já conseguiremos encontrar a origem de vários conflitos.

Alguém precisa definir as regras da casa. E se não forem os tutores, podem ter certeza de que os cães a farão. Mas não se esqueçam de que os cães resolvem alguns problemas com os dentes, e se forem levados a tal nível não deixarão de fazer uso da ferramenta eficaz que possuem. 

Na minha casa quem define as regras sou eu, afinal, como humana presente detenho todos os recursos que os meus cães desejam. Cães gostam de saber o que pode e o que não pode no ambiente, podem acreditar! Isto os torna menos ansiosos já que referido local é previsível e estável.

E embora eu conviva diariamente com cães e adore, não gosto que me pulem sem que eu peça. Tanto por sujar a minha roupa ou até mesmo estraga-la como por simplesmente ser uma forma grosseira, ao meu ver, de abordagem. Sei que tem pessoas que gostam de serem abordadas assim pelos cães. Mas mesmo nestes casos, para a boa convivência do grupo isto não é indicado.

Cães ansiosos não sabem esperar, iniciam as interações sem boas - maneiras, pulam, latem e choram demasiadamente. Além de ser necessário ensinar os cães a possuírem bons comportamentos, ou aqueles que desejamos, também é importante observar o que há por trás dos comportamentos ruins. Em maioria posso afirmar que ansiedade e falta de educação. Quando é que você interage com o seu cão?

Deixei algumas perguntas soltas neste texto para convidar vocês a uma reflexão sobre como estão procedendo com seus cães e orientando os seus clientes. Ao encontrar as respostas irão aprender o caminho para possuírem bons cães e evitarem, assim, brigas entre membros de um mesmo grupo.

por Emmanuelle Moraes





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