12 de jul de 2015

Envenenamento de cães - O perigo pode morar bem próximo


Quando eu vi esse enorme cartaz pendurado em uma casa, parei o carro pois imaginei ser de um cão perdido e faria uma foto para ajudar a divulgar. Mas quando comecei a ler, fiquei emocionada e pude sentir a dor da família. 
Gostaria de te-los abraçado...

Eu precisava conversar sobre esse assunto aqui com vocês, e isso já faz um bom tempo. Quando passei e vi esse cartaz naquela casa, tive a certeza de que isto tinha que ser "para ontem".

Ter um cão envenenado pode ser um dos piores pesadelos que uma pessoa que ama cães pode ter. E, eu não gosto nem de pensar sobre o assunto!

Há muito tempo, quando fiz o meu primeiro curso de adestramento (há mais de 11 anos atrás), o meu professor me alertou de forma muito simples e direta sobre esse assunto. Na época, eu o questionava sobre o tão vendido "treinamento anti-envenenamento" para cães (o qual considero um tanto "enganoso", e vale destacar que eu nunca fiz com um cão meu, ou de um cliente), e a resposta dele foi a seguinte:

"Cuide para que seus cães não incomodem vizinhos e não deixe nada que chame a atenção exposto fora da casa (ex: bicicleta ...)."

Se "para bom entendedor basta...", eu entendi muito bem o que ele quis dizer.
Permitir que nossos cães incomodem os moradores próximos a nossa residência é um dos maiores problemas que podemos arranjar, seja em uma casa ou apartamento, e o perigo pode morar ao lado. 


Nem mesmo quem gosta de cachorro consegue viver com indivíduos descontrolados, e ou que latem excessivamente o dia inteiro. Latidos excessivos, dia e noite próximos a casa de alguém podem "tirar do sério" até mesmo a mais equilibrada das pessoas. Mas, e as que não são? Nunca sabemos quem temos como vizinhos ou moradores próximos, e a melhor forma de evitar uma tragédia dessas é ter a certeza de que estamos fazendo a nossa parte como tutores de cães, educando-os. 

Não é mesmo?


Gostaria de destacar alguns pontos sobre o assunto que considero que possam gerar incômodos na vizinhança e também com pessoas que frequentam a região, devendo ser evitados para minimizar as chances de ter um cão envenenado.

Jamais deixe o cão sair para "dar uma voltinha" sozinho!

Deixar um cão sair à rua sozinho serve para uma porção de coisas, entre elas: 
  • economizar tempo e energia do tutor (irresponsável), 
  • possibilitar que o cão revire lixo alheio, 
  • possibilitar que seu cão seja atropelado e provoque acidentes com automóveis,
  • contribuir para o aumento de cães abandonados oriundos de crias indesejadas, e também que pegue doenças,
  • possibilitar que o cão agrida pessoas ...

Cães soltos na rua costumam se envolver em brigas com outros cães

Cães que ficam soltos na rua costumam ir brigar nos portões das casas, gerando incômodos de todos os tipos, entre eles: problemas de agressão redirecionada, reatividade e aumento dos latidos dos cães residentes.
Como costumam definir territórios, também podem protege-los com agressividade, atacando pessoas, motoqueiros e cães que passeiam devidamente presos a guia


Não permita, mesmo na guia, que o seu cão vá brigar nos portões das casas durante o passeio


Mesmo quando passeia com o seu cão devidamente preso a guia, jamais permita que ele brigue nos portões das casas. Isto também provoca a reatividade e agressividade no seu cão. Mantenha a guia curta ao passar pela residencia de outras pessoas e cuide do comportamento daquele que é sua responsabilidade!


Problemas enfrentados por vizinhos de cães sem educação

Para as pessoas que são responsáveis, que cuidam bem de seus cães e os mantém devidamente protegidos dentro de casa, é impossível mante-los quietos se os cães de um vizinho latem excessivamente e se ainda costumam brigar nos portões. Isto provoca e, consequentemente, aumenta a reatividade dos cães residentes. 

Por ironia do destino estou passando por um problema desses. (Muitos cães dentro das casas vizinhas. Pouco ou nenhum estímulos e zero% de educação. Os cães latem para tudo! Latem para um carro, caminhão, pessoa, mosquito, para o arco-íris ...). 
E por mais que os meus foram educados e socializados, comecei a ter problemas com reatividade com uma das minhas cadelas após incontáveis brigas no portão com os cães que também saem da casa deles e vem brigar com as minhas nos portões. Enquanto estou em casa consigo direcionar a situação, embora preferisse estar descansando no meu "Lar doce lar" ou fazendo qualquer outra coisa. Mas e quando não estou em casa, quando estou trabalhando, por exemplo? Como controlar a situação? Como direcionar o comportamento dos meus cães? Muito complicado!
Assim como eu (e, nunca havia passado por isso), um monte de pessoas passam por esse incômodo e são sucumbidas a negligência alheia. 


Ensine o seu cão a não latir

É certo que não controlamos os estímulos que existem lá fora, correto? Mas podemos controlar os nossos cães dentro de casa, na maioria das situações. Porém, não em todas.
Cães latem como alerta para barulhos e estímulos do lado de fora do seu território. Tudo bem! Até considero que isto seja interessante. Como moro sozinha, gosto muito da sensação de ser alertada do que ocorre lá fora, e costumo falar aos meus alunos que "os cães são a extensão dos nossos ouvidos, nos alertando sobre o que ocorre lá fora."
Mas, existe uma grande distância, e também diferença, em deixar que o seu cão fique latindo para tudo que acontece: para um inseto que passa, um vizinho que chega, o caminhão do lixo, do gaz e da mudança...
Existe uma linha entre o útil e o insuportável muito tênue. 

E não ultrapassa-la compete a nós, tutores responsáveis, cidadãos educados, bons vizinhos.


Ensine o seu cão a ter bons comportamentos. Tenha quantos cães conseguir: passear diariamente, educar, dar atenção, manter a casa limpa ...
E se mesmo assim continuar a ter problemas com latidos excessivos é importante procurar um profissional experiente e capacitado com técnicas modernas e positivas de educação canina.

Emmanuelle Moraes










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