13 de fev de 2015

Trilha da Costa da Lagoa, com cães.


Neste ano, o Programa Bom pra Cachorro (evento de socialização para alunos de educação canina que realizo, já há alguns anos) teve sua primeira edição em 17\01. Aconteceu no formato Trilha Dog, e contou com a ajuda na organização da minha aluna Mari Nunes (tutora do Charlie). Foi tão bom que a 2° edição do PCB aconteceu no dia 08\02.

Nas duas edições, nós fizemos a Trilha da Costa da Lagoa. Na primeira estipulamos um ponto onde caminhamos por 50 minutos, e depois retornamos. Já, na segunda, nos propusemos a fazer uma parte maior, chegando até os restaurantes da Costa.


Início da Trilha
O ponto de partida escolhido foi o do Canto dos Araças. Eu ainda não sei quais são as outras opções, e nem se elas existem. Mas, a que escolhemos é muito boa. Nós deixamos o carro em um estacionamento que atende 24hs.


A trilha acontece, quase que toda na sombra, pois a vegetação é relativamente fechada, e o caminho é de uma beleza bucólica, além de muito agradável.
É uma trilha “estreita” e o ideal é que andem em fila.


Resistência física dos cães
É fundamental que os cães tenham resistência física, pois em algumas partes, ela é íngreme e tem pedras grandes. Nada impossível, mas um cão em idade avançada pode sentir dores nas articulações. Eu não arrisquei em levar a minha Tequila (Australian Cattle Dog\ 10 anos) que, embora muito ativa já sente dores no quadril quando faz exercícios extremos. Levei a Maga lee, que foi muito bem nas duas vezes, e não demonstrou estar cansada em nenhuma delas.
Participaram cães de vários portes e idades, mas os tutores foram orientados quanto a analisarem se os seus cães tinham capacidade de fazer o passeio. 
O mais novo dos integrantes, e que participou da trilha “completa” foi o Golden Retriever Marley de 04 meses.


O que levar?
Água: É importante levarem água e fazerem paradas regulares, de acordo com a necessidade dos participantes (na maior parte das vezes, quem sentiu cansaço foram os humanos. Ah! Ah! Ah!). Eu tenho um pote que é dobrável, super prático para passeios, e cabe até no bolso. Mas comprei em Portugal, e nunca ví aqui no Brasil, mas é possível improvisar, tranquilamente. A água levamos em garrafas pet. Usei uma de 600ml, e foi suficiente, no nosso caso (meu e da Maga). Mas, fazendo a trilha completa é possível encontrar água corrente, de um "riachinho" que corta o caminho.
Porta cáca: Jamais deixem fezes dos cães no caminho!
Nem na cidade e nem em ambientes como trilhas. Existem morados que cruzam conosco ao longo do caminho, e além de ser uma "baita" falta de educação, também irá criar problemas com os locais.
Não existem cestos de lixo na trilha, portanto, além de catar, terão que carregar consigo, não apenas os saquinhos com fezes, mas qualquer outro lixo que produzirem.
Celular:Tem área por quase toda a trilha, e a internet 3G do meu TIM funciona lá. É importante levarem para, em caso de acidentes ou de se perderem terem como avisar alguém. Não saímos fora da trilha, então não posso falar sobre além dela.
Dinheiro:É mais garantido que tenham dinheiro para pagar o estacionamento, restaurante e barquinho (se quiserem voltar de barco). O restaurante que fomos aceitam cartões. Mas eu não arrisquei, e levei em espécie.


Petiscos para os cães: É bom levar algo para alimentar os cães. Quando saio cedo para uma atividade física com os meus, evito alimentar com uma porção grande, por receio de torção estomacal (já tive experiências com os cães do meu pai quando criança, então sou meio "neurótica" com isso). Gosto de levar um pouco de ração na mochila e algo para eles roerem (se forem almoçar é bom que tenham algo para oferecer. Isto ajuda a ficarem mais quietos, relaxando-os, além de alimentar após uma atividade física intensa).
Mochila: Eu uso uma mochila onde coloco tudo dentro e fico com as mãos "livres" apenas para segurar a guia e fazer as fotos. Uso uma guia retrátil de 5 metros, assim a Maga lee pode aproveitar com segurança. No site www.doggystore.com é possível comprar um monte de coisas legais. Comprei lá a Guia da Flexi e uma mochila\petisqueira para trilhas, que é demais!
Levem também, repelentes e filtro solar!


O histórico engenho de farinha



O engenho de farinha fica a cerca de 40\50 minutos de caminhada do ponto inicial, no Canto dos Araças. Na primeira edição, escolhemos ele para ser o ponto que definiria até onde iríamos andar e depois voltar. Lá, descansamos por cerca de 10 minutos. Mas, tem muitos mosquitos! Se quiserem saber mais detalhes sobre o engenho clique aqui.


É possível entrar dentro e observar todos os detalhes. Eu adorei, pois me encanto com construções antigas. Mas, optamos por respeitar o ambiente que ainda é utilizado para uma festa anual, e não entramos lá com os cães. Eles ficaram nos esperando do lado de fora. O Engenho não fica na beirada da Trilha. É preciso entrar à esquerda, na placa.

No caminho da Trilha da Costa da Lagoa, irão encontrar casas e também cães. Alguns bem reativos nos portões e até há possibilidade de encontrar cães bravos, soltos. Já aconteceu com uma aluna. Portanto, tenham atenção!
Em alguns trechos o caminho fica estreito e passa-se bem perto das cercas, quando eles latem muito. Cães reativos neste trecho costumam ter problemas. Analise antes se o seu cão está preparado para tudo isto. Mantenha a guia curta para que ele não encoste na cerca, e um acidente aconteça.


A trilha completa  - do Canto dos Araças até os restaurantes da Costa da Lagoa - leva em média 2hs, andando em ritmo moderado, e fazendo breves paradas. Se não estou enganada, paramos por 3 vezes por no máximo 5 minutos para matarmos a sede, e dar água aos cães.

Restaurantes
Nós chegamos e pedimos na "cara dura" para almoçarmos ali. Sentamos nas mesas mais distantes e pedimos um saboroso almoço. Cada prato serve bem três pessoas.  
Arriscamos pois não sabíamos se seríamos recebidos com 9 cães, e 9 pessoas. Mas para nossa surpresa, e muita sorte, eles nos atenderam muito bem. Não posso afirmar para vocês nada, sobre irem lá e terem a mesma receptividade. Penso que tudo sempre vai depender do estabelecimento, mas principalmente da educação e comportamento dos cães envolvidos.



Realmente, almoçar em um restaurante com um grupo de cães, é a parte mais complexa deste evento pois, a educação e sociabilidade de cada um irá influenciar na receptividade das pessoas. Acredito que com um cão apenas, e educado, seja bem mais simples conseguir acesso. As minhas se comportam muito bem, e podem me acompanham em qualquer local. I love it!

Se a intenção for voltar de barquinho (e eu recomendo!), é possível.



É fundamental estar atento a todos os riscos que corremos ao entrar em matas, e no que isto pode implicar aos cães. Eu utilizo repelentes nos meus, além dos anti-pulgas e carrapatos, mensais. Ir pela primeira vez com quem já conhece é fundamental para manter a segurança, e o olho onde o seu cão pisa deve ser constante. Desaconselho soltarem seus cães pois é possível que se percam em um acidente, ou se envolvam em uma briga com animais locais.

Boa educação, tanto a nossa quanto a deles é fundamental para "abrir portas".

Emmanuelle Moraes
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