25 de dez de 2013

Ética profissional

Em conversas com profissionais do ramo constantemente escuto a afirmação equivocada de que não é possível educar “certos” cães apenas de forma positiva, sem fazer uso, ao menos, de trancos com enforcadores ou que, mesmo que “exista” tal forma, referido processo levaria mais tempo do que o com uso de aversivos e o “cliente” não estaria disposto a pagar pelo serviço por mais tempo.

Algumas ressalvas se fazem necessárias diante do exposto:

1) É possível ensinar qualquer cão, de qualquer raça e com qualquer comportamento através do treino positivo. Basta ter conhecimento das técnicas adequadas e paciência. Além disso, os profissionais devem-se manter atualizados acerca de técnicas modernas e que, sejam baseadas em ciência e não em "mitos populares" sem fundamentos científicos, ou que já estajam ultrapassadas ajustadas a valores de épocas passadas;

2) O educador canino\adestrador não deve “resolver” tudo que lhe apresentam visando o resultado e o tempo almejado pelo tutor\dono. Antes, deve analisar o “problema” considerando o comportamento da espécie, o ambiente em que o animal vive e o grau de bem-estar, ajustando as condições de vida do animal em questão e, inclusive orientando o tutor\dono adequar as condições de vida do seu animal;

Acontece com regularidade em meu dia-a-dia de não aceitar certos tipos de demandas de serviços que não sejam benéficas ao cão. Antes de ser um prestador de serviço os educadores\adestradores devem ser pessoas comprometidas com o “objeto” principal da nossa profissão, e manterem a ética e valores profissionais que visem o bem estar do animais envolvidos.

Emmanuelle Moraes
Educadora Canina Resp. pela Cão de Casa Escola Positiva de Educação Canina



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