11 de jul de 2010

O par perfeito!

Se você tem em mente adquirir um cachorro aqui vão algumas dicas bem importantes a serem levadas em consideração na escolha do peludo. Esse tipo de “amigo” é um “amigo para a vida toda”. Quando se pensa em ter um cão, muita coisa na rotina diária da pessoa deve ser revista. Viagens, passeios, jantares, visitas, mudanças de cidade/estado/país, espaço, jardins, educação do peludo, orçamento... Enfim, todos estes pontos e mais outros tantos devem ser pensados e repensados


Não consigo aceitar, entender, ou engolir o que é "devolver, dar, ou se desfazer" de um amigo peludo! Esse tipo de relação é para a vida toda! É como ter um filho, alias, é exatamente como ter um filho.
Depois que ele nasce você não tem a opção de falar para o médico:
“É, doutor, eu acho que mudei de ideia e não quero mais esse filho, além do mais, não estou tendo tempo suficiente para cuidar dele, dar atenção. E para reforçar minha intenção, ele comeu meu sofá e só faz xixi e cocô dentro de casa, o que me deixa muito zangada, então eu queria que você o mandasse de volta para o lugar de onde ele veio!...”
Não! Por favor, estamos falando de uma vida! Uma vida tão importante e repleta de direitos como a nossa. Não vejo distinção alguma entre a vida de um humano e a de um animal. Mas é para evitar que pessoas cheguem a praticar atos de tamanha irresponsabilidade e desamor que resolvi escrever este texto. Então vamos lá!
  • Antes de escolher a raça, cor, ou outros detalhes de menor irrelevância, vamos focar na sua necessidade, no seu tempo, e espaço disponível para o novo filho. Se você é uma pessoa que tem muito tempo para interagir com seu peludo, tem espaço para ele correr, brincar e gastar sua energia e se tem tempo para passear mais de uma vez por dia, ou ainda, se tem filhos crianças que precisam de um irmãozinho que assim como eles também corre o dia todo, brinca... Então, pode pensar em um cachorro com muita energia, como por exemplo, um Labrador ou um Golden retriever. Essas raças que eu citei, não por acaso, são algumas das mais vendidas no Brasil e mundo, mais por sua beleza e do que por suas necessidades e habilidades, mais por modismo, pelo vantajoso comércio, e também pela desinformação de quem compra. E por isso eles são uns dos líderes no ranking de devolução, abandono e problemas comportamentais em casa. São cães espetaculares, mas nas famílias erradas. Só para passar uma idéia mais clara sobre o que estou falando vou especificar o meu gosto de cães, quais as características que se encaixam ao meu perfil.
  • Gosto daqueles cachorros com muita, mas muita energia, muita vontade de brincar, trabalhar... Gosto daqueles que a maioria das pessoas não agüentaria em casa, aqueles considerados “terríveis”, agitados. São o tipo que chamamos de “hiperativos”, o que nem sempre é correto, mas são sim cães com alto nível de energia. Mas um importante detalhe é o fato de que meus cães são muito estimulados. Eu interajo muito com eles, passeamos, treinamos, brincamos... Então a turminha aqui não precisa destruir a casa para “ter o que fazer”. E mesmo assim, é claro que vez ou outra isso acontece com algum objeto sem muita importância. Um buraco novo sempre surge e nada disso me incomoda, na verdade eu acho graça e tem vez que até faço umas boas fotos. E mesmo assim, ainda acho que muitas vezes eu precisaria ter mais tempo para meus filhos de pêlo. Com muito trabalho, acabo não usando todo o tempo que gostaria para isso, que seria simplesmente “O TEMPO TODO”! ;-)
Brincadeiras à parte, mas é bem verdade! Mas, a maioria das pessoas é apenas dono/pai/mãe de cachorros e não treinadores/educadores. E o que isso quer dizer? Que tais considerações são fundamentais na escolha do cachorro ideal para você.
  • Cães são animais sociais. Seu habitat natural é o ambiente doméstico. Nenhum cachorro é feliz vivendo sozinho na maior parte do tempo sem interação social. Você até pode ter um cachorro apenas, que não foi socializado com outros cães, que só convive com você o tempo todo, e ele (ainda) poderá ser feliz. Mas, se você tem um cão que não pode interagir bastante com você, então saiba que ele é infeliz!
  • Tem uma frase que uma amiga minha diz, a Ana Corina (Mãe de Cachorro), e que é perfeita! Ela fala que “a culpa é sempre do humano envolvido”. Somos nós os responsáveis em ter que atender as necessidades dos nossos cachorros. Assim, se quando você chega na sua casa, já está cansado e não tem vontade de brincar/ passear com seu cachorro, então talvez seja melhor você ter um peixe de aquário ou um gato, dependendo do caso.
  • Quando for escolher o seu mascote, se ele for de raça, leia antes sobre as suas características. Estude. Converse com criadores. Escolher o cachorro certo não é como ir a feira comprar tomates! Mesmo em uma ninhada de cães de determinada raça, há indivíduos com temperamentos diferentes, alguns mais passivos outros mais ativos, e você ainda pode selecionar também por ai.
  • Agora uma dica que é para lá de boa: adote um peludo. Muitas pessoas têm receio de adotar um cão já adulto porque pensam que ele não vai criar vínculo com a nova família. Isso é um tremendo engano! Imagine o amor que um cachorro carente de lar tem para oferecer! Eles se adaptam e se apegam ao novo dono e lar como se sempre tivessem sido seu. Posso falar por experiência própria. Adotar um cachorro já adulto te deixará livre daquela fase de filhote com muita energia e muita “arte” pela casa. O ideal é conversar com a protetora responsável pelo animal para saber suas características, gostos, rotinas e necessidades a fim de constatar a adequabilidade daquele indivíduo a sua necessidade e disponibilidade. Um exemplo são os cães com mais de 6 anos que têm mais dificuldade de encontrar uma família interessada, e que por outro lado podem ser ideais para pessoas que trabalham fora durante o dia inteiro, e que têm menos tempo para atividades com ele, pois muitos podem dormir durante o dia, têm menos energia e são mais calmos. E por falta de informação, esses indivíduos quase nunca são adotados e pessoas com esse perfil pegam um filhote, e depois não “agüentam” e... Tudo de novo... [...] abandono, devolução...
Aqui ficam algumas ponderações a serem feitas antes de resolver adquirir um cachorro, que não deixa de ser um filho, um amigo. Se escolhido da maneira correta, ambos viverão mais felizes e menos cães irão para as ruas, abrigos e eutanásia (que para mim, nesses casos, chama assassinato).
Boa escolha!
Amor e Luz!
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