16 de mai de 2016

O seu cão pula em você e nas pessoas?


Caramba! Sei bem o quanto este comportamento é comum no dia a dia dos tutores de cães. E se você é mais um desses que são reféns dos saltos indesejados e de toda confusão que isso pode resultar, sugiro que leia o texto que escrevi especialmente para o Blog Seu Buldogue Francês, mas que é instrutivo para qualquer cão, independentemente de ter ou não uma raça.

O seu cão pula em você e nas pessoas?

Se a resposta é sim, parabéns pelo seu treino! Este hábito é resultante do treinamento que ele recebeu de você, tutor, desde a primeira interação, quando filhote ou adotado e por todo o tempo em que convivem. Também é consequência daquilo que você não ensinou para ele, como exemplo: interagir sem saltar nas pessoas.

Mas se o objetivo não foi ensinar o teu cão a pular nas pessoas, então este texto será oportuno. Eu tenho muito para falar sobre o assunto e te ajudar nisto. Mas gosto de chamar as pessoas à responsabilidade pelos comportamentos de seus cães pois, acredito que só após assumirem o papel que possuem no desenvolvimento comportamental deles é que “a coisa anda”.

Já são mais de 13 anos ensinando pessoas a compreenderem e a se relacionarem melhor com seus cães. E, sei que quando a responsabilidade é assumida os objetivos podem ser alcançados.

Quando filhotes os cães costumam pular nas pessoas na hora de interagir. Normal até ai. Eles são pequenos, fofinhos e bem recebidos quando saltam nas pernas para interagir. Ocorre que, um dia eles crescem e as consequências dos saltos passam a crescer em força e resultados. Quando isto acontece, é comum que as pessoas passem a se incomodar com o comportamento que até pouquíssimo tempo atrás era aceito. Então, “do dia para a noite” os humanos envolvidos alteram as regras, deixando o filhote confuso e até frustrado.

Posso apostar que os filhotes pensam:

“Tudo isto é uma grande injustiça! Como assim, mudaram as regras de uma hora para a outra? Talvez eu precise pular ainda mais alto e mais forte para conseguir falar com eles” …

É certo que todo filhote vai crescer um dia. E mesmo que de raças pequenas, suas unhas ficarão mais firmes e seus saltos serão mais eficazes. E ainda, existem os de porte grande ou os pequenos mas fortes e pesados como os Buldogues, por exemplo.

Eu confesso, sem problema algum, que não gosto de cães me saltando. Não gosto porque me machucam, arranham as pernas, sujam e rasgam as roupas …

Trabalhando com cães há tanto tempo, não me faltam roxos nas pernas por conta disto. E já levei algumas cabeçadas, sendo que uma delas cortou a minha boca. Claro que, com o tempo fui ficando esperta, melhorando na esquiva. Mas o objetivo nunca foi me tornar habilidosa em desviar de “cabeçadas”, mas em ensinar as pessoas a treinarem seus cães para que tenham bons comportamentos. Então, vamos lá!

O primeiro passo
Você precisa ensinar o seu cão a sentar. Este é um comportamento mega básico e fácil de treinar. Ensine-o, pois iremos utilizar de agora em diante.

O segundo passo
Uma vez que o seu cão sabe sentar, peça para que sente antes de TODA e QUALQUER interação. Eu não errei a caixa das letras em maiúsculo!  Eu realmente quis dizer: TODA e QUALQUER INTERAÇÃO. Ressaltei para que não sobre uma sombra de dúvida nesta regra, certo?

Vou exemplificar para deixar ainda mais claro. Peça para o seu cão sentar antes de: falar com ele, dar carinho, entregar a comida, abrir a porta, atirar a bola, pegar o brinquedo, colocar a guia, entrar e sair do carro…

Se você conseguir os 04 primeiros exemplos já estarão muito perto do sucesso e os demais se tornarão mais fáceis. Se não conseguir será necessário procurar um profissional positivo para orientá-lo. Em outro momento, preciso esclarecer sobre o que o um treino positivo, bem como aquilo que não é. Mas é assunto para outro post. Não caiam em “barca furada”, submetendo o seu cão a um treinador que utiliza aversivos (enforcador, trancos, colar de choque, jatos de spray…) e nem que te oriente a ser o “líder da matilha”. Certo?

Ao chegar em casa
Quando chegar em casa nada de saudações com um cão que pula feito canguru. Entre, vá e vá banheiro se aliviar, lavar as mãos... Troque de roupa. Responda algumas mensagens no Whats app, beba água, e só fale com o ele quando já estiver se acalmado, sentado ou deitado, e com a respiração menos ofegante.
Isto pode levar, em média, 20 minutos nas primeiras vezes.

Com ele calmo, peça para sentar, e após isto, pode rolar no chão, fazer bagunça e qualquer coisa que tenha vontade, afinal, acaba de recompensar o comportamento desejado: estar calmo, sentado, e não agitado e pulando.

Esta costuma ser uma das partes iniciais mais complicadas para os pais e mães de cachorros conseguirem fazer, pois sentem-se culpados em não dar atenção. Mas tenha em mente que será por um tempo, e é necessário para modificar o comportamento indesejado e ensinar o que desejamos, beleza? O teu cão jamais vai deixar de te amar e ficar feliz quando te ver por estar agindo assim. Eu garanto!

Generalizando o comportamento com pessoas estranhas e visitas

Durante os passeios na rua ensine o seu cão a não ir interagir sem ser convidado. Os cães não devem abordar pessoas que apenas estão passando por eles. Nunca sabemos o quanto isto pode ser incômodo para os outros. Algumas possuem medo, ou apenas não estão interessadas em interagir. Devemos respeitar e ensinar isto aos nossos cães.

Mas quando as pessoas demonstrarem que querem interagir será a hora de treinar. Antes, peça para a pessoa esperar o cão sentar para só então se aproximar dele. Peça para que ele sente e recompense com petiscos continuamente por toda a interação até que a pessoa se afaste, indo embora. Agora, diga: Ok!, e convide-o a seguir com você pelo passeio.

Com o tempo, treinando como ensinei, os cães já irão sentar antes de falar com estranhos e se manterão assim por todo o tempo sem uso de petiscos. Basta fazer o treino de forma consistente e evoluir nos critérios gradualmente. Ah! Jamais utilizo enforcadores para passear ou treinar e muito menor dou trancos nos cães. Além de totalmente desnecessário, MACHUCA e é agressivo!

Já em casa com visitas, após ter sido treinado para interagir adequadamente com a própria família, é hora generalizar este comportamento. Inicialmente, é indicado receber as visitas com os cães presos em outro lugar da casa. Passado algum tempo, busque o cão. Mas apenas se ele não estiver chorando, arranhando a porta ou latindo. E traga-o para o ambiente com as pessoas que chegaram, na coleira e guia.

Mantenha-os na guia, vale oferecer algo para roerem como Kongs recheados, sentando-se um pouco distante de maneira a impedir que mesmo na guia ele alcance as pessoas, e pule.

Apenas quando ele estiver calmo se aproxime de maneira segura e peça para sentar. Somente quando o cão estiver sentado é que poderá chegar um pouco mais perto para receber carinho. Se ele se agitar, indique para parar e retire-o gentilmente pela guia para o local onde estava roendo o Kong. Repita quanta vezes for necessário. Só solte-o quando estiver seguro de que o cão não mais vai pular, e se necessário isole-o novamente para poder relaxar com os amigos. Muitos cães terão que ser expostos apenas presos à guia por diversas vezes antes de poderem ser soltos em meio as visitas.

Se este treino for feito de maneira gradual e consistente não vai demorar para alcançar o objetivo. Se sentir dificuldades, vale muito buscar orientação de um profissional qualificado, que utilize apenas metodologia positiva.

Bons treinos!

E se quiser que eu te ajude a educar o seu cão entre em contato para agendar uma Consultoria Comportamental à Distância.

Emmanuelle Moraes
​​Educadora canina especialista em comportamento e socialização de cães
Membro da The Association For Force Free Pet Professionals
Coordenadora Day Care Educativo Petcare Center, Floripa\SC.

Skype: emmanuelle.moraes
(48) 9994-8603 (Florianópolis/SC)





11 de mai de 2016

Escola para Filhotes


A ESCOLA PARA FILHOTES é uma nova versão da minha Classe para Cachorros - Filhotes, desenvolvida em 2012 após estagio realizado na Europa, sendo um projeto pioneiro no Brasil nesta modalidade de ensino, e que agora apresento reformulada para vocês.

Após 04 anos de realização da versão original de aulas em grupo de educação canina e socialização para filhotes decidi, com base na experiência alcançada, reformular o projeto para torna-o ainda mais eficiente e adequado para os tutores que são conscientes acerca do papel que possuem na educação do filhote para o desenvolvimento de um cão equilibrado e sociável.

Agora, o projeto foi dividido em dois níveis que são organizados com conteúdos relacionados com as fases pelas quais os filhotes passam durante o desenvolvimento facilitando a educação para os tutores.

Vagas: mínimo 04 e máximo 06 filhotes e suas respectivas famílias humanas.

Aulas: 04 aulas, sendo 01 por semana, nas seguintes datas: 02\06, 09\06, 16\06 e 23\06, sempre às quintas e as 19:30hs

Você vai aprender com o seu cão no 1° nível:

  • Ensinar o Filhote a Usar o Banheiro com Sucesso
  • Ensinar o Filhote a Não nos Morder, e nem os Objetos da Casa
  • Obediência para uma Convivência Harmoniosa
  • Socialização de Filhotes, a Receita de Ouro para um Cão Adulto Equilibrado

Investimento:
R$ 350,00 por cão
(50% no matrícula, garantindo a vaga, e 50% no primeiro dia de aula, em 02\06\2016)

Inscrições:
contato@educadoracanina.com.br

9 de abr de 2016

O uso de Kong com cães que apresentam medo, reatividade ou agressividade

O meu amigo Kong: por Emmanuelle Moraes



Tenho utilizado a ferramenta Kong (no modelo original) para os mais variados tipos de manejo comportamental, além do já muito divulgado enriquecimento ambiental.

Com cães que possuem comportamentos reativos, medrosos e ou agressivos, o trabalho é bastante facilitado, e faz parte dos meus protocolos. Uma vez que o ensine a utiliza-lo para se alimentar, "abraçando" o desafio da obtenção da comida, é possível transferir o uso para as mais variadas situações das quais almeja treinar o seu cão.

Como quase tudo, os treinos iniciam em casa. Passado isto, leva-se para as situações externas ou as que necessitam trabalhar, sempre gradualmente e em doses homeopáticas. 

Lembre-se que a ideia é fazer o cão passar por aquilo com sucesso e não a ter a reação da qual se pretende trabalhar. E a "dose" é sempre algo muito, muito importante!

No caso dos cães da minha aluna Raísa (Princesa Zelda, Hadouken e Pê), entre outras tantas situações em que os Kongs foram utilizados, a habituação aos banhos no Pet Shop foi mais uma das quais fizeram parte e ajudaram na obtenção sucesso.

Os dois irmãos (Douken, o cão preto, e a Pê, a cadela marron) eram cães que apresentavam bastante medo e por isso reagiam a variados estímulos que incluem: desde cães, pessoas, procedimentos e ambientes diversos. E já há algum tempo começamos a modelagem comportamental deles, iniciando desde a educação a nível de obediência, comunicação entre os cães e os tutores, até a socialização deles.

E para tudo isto, a utilização do Kong como uma ferramenta de relaxamento e geradora de associações positivas aos estímulos variados foi sempre integrada aos nossos treinos. 









Acompanhe as aventuras desse trio através do insta deles: princesa_zelda :)

26 de mar de 2016

Praias para cachorros

As praias são de todos !!
São dos que não deixam lixo!
São dos que não destroem as restingas! 
São dos que não estacionam o carro nas vegetações! 
São dos que amam esses lugares incríveis de comunhão com a natureza! 
As praias são dos cães, são dos bichos! 
A única espécie que destrói o planeta é a nossa, a espécie humana! A nossa espécie joga esgoto nos mares, rios e lagos! A nossa espécie joga químicos legais nos mares, rios e lagos! 
A nossa espécie joga plástico em todo o oceano! 
Precisamos, URGENTEMENTE, rever as nossas condutas e normas proibitivas! 
Vamos nos unir por uma mudança neste sentido? 

Divulguem esta mensagem, postem fotos dos seus cães com vocês nas praias, não desanimem. Juntos somos mais fortes!



25 de mar de 2016

Socialização de filhotes


Poucos sabem o que é socialização de cães. Infelizmente, no Brasil a maioria esmagadora de tutores, veterinários e criadores (além de adestradores e demais profissionais do ramo) não entendem o que é socialização, e muito menos compreendem o seu período e como promovê-la.

O resultado disto são cães adolescentes e adultos reativos, medrosos e agressivos.

Esta informação deveria partir de três grandes pilares da instrução de tutores: veterinários, criadores e educadores de cães.

Para evitar restar prejudicado com o desenvolvimento do seu filhote (seja de qual raça for ou sem raça definida), aproveite as informações que lhes trago neste texto escrito especialmente para o site "SEU BULDOGUE FRANCÊS" sobre SOCIALIZAÇÃO DE FILHOTES: confira aqui!

20 de mar de 2016

Como socializar filhotes no período das vacinas




Em um bate-papo virtual com o Rafael Santos, fundador do CONOEC, tratamos do importantíssimo tema: Socialização de Filhotes no Período de Vacinas. Vale muito conferir este vídeo e aproveitar ao máximo essa "fase de ouro" do desenvolvimento do seu cão. Assista!

12 de mar de 2016

3° edição do Workshop: ENSINE O SEU CÃO A VIR QUANDO CHAMADO


No próximo sábado, dia 19 de março às 9hs, vai acontecer a terceira edição desse workshop aconteceu duas vezes no ano passado, e foi um sucesso!! Este, é mais um dos meus projetos pioneiros que visam capacitar tutores para treinar e educar seus cães.

O ambiente é fantástico e a energia que rola é de diversão!

Se o seu cão não volta quando você o chama, ou se volta mas você deseja deixar esse comportamento mais "afiado", então, esse workshop é para você!
Número de vagas: 08 

Valor da inscrição: R$ 70,00

Informações: contato@educadoracanina.com.br

23 de fev de 2016

Valeu cada gota de suor do nosso Trekking com Cães!


No último sábado, 20 de fevereiro de 2016, rolou a primeira Prática de Socialização de 2016, e aconteceu em formato de um Trekking com Cães. Meus alunos estavam com saudade desse formato e o grupo foi grande. Tudo correu bem durante o evento que tinha em seu grupo cães sociáveis e cães em processo de reabilitação, ou socialização como prefiro denominar.

Alunos experientes, alunos ainda em início de treino e alguns que vieram para a primeira experiência. Também contei com o apoio da dupla de adestradores de Curitiba da Meu Cão Companheiro, que participaram em estágio, e também da dupla de parceiros, a equipe do Viva Pet Hostel, aqui de Floripa.


Tive a honra da presença de mãe e filha, Elizabet e Rafaela Kruger, que vieram de Joinville\SC, e que são daquele tipo de tutor que todo cão deseja: dedicados.

Não chover era condição fundamental para a realização do evento. Mas o sol não polpou esforços em "clarear" sob as nossas cabeças. E estava muito quente! Disseram que foi o dia mais quente do ano. 



Bem, eventos ao ar livre exigem capacidade de improviso pois, nunca controlamos o ambiente, e nesta hora precisamos ter a sensibilidade bastante apurada em sentir o grupo e saber que rumo dar às atividades.

Optei por relaxar nas dinâmicas e focar mais em lazer pois. Entretanto, o grupo foi direcionado o tempo inteiro e podemos "bater um papo" sobre como proceder com nossos cães em meio a outros cães e pessoas.



O Pet Shop Olhos Felinos Caninos (01 banho com hidratação para sorteio) e o PettZ (01 banho para cada participante do evento) apoiaram o evento oferecendo brindes, e a minha turma de alunos adorou!

A Kong Brasil é patrocinadora dos meus eventos e programas de educação canina. E foi sorteado um Kong entre os participantes. A vencedora foi a minha aluna Raísa, que coincidentemente já ganhou outro no Desafio Kong do ano passado. Acho que ela está virando uma colecionadora!! Mas brincadeiras à parte, temos usado muito a ferramenta no processo de socialização de seus cães, bem como também utilizo com os demais alunos.


Para mim, e tenho certeza que para os cães e seus tutores, valeu cada gota de suor! Eu observei cenas lindas das pessoas com seus cães, momentos de inteira sintonia e superação de limites. Os cães puderam ser cães, e isto já me basta. Confira algumas imagens:






Se quer participar dos meus eventos e Práticas de Socialização, entre em contato através do e-mail: contato@educadoracanina.com.br

por Emmanuelle Moraes

11 de fev de 2016

Acampe com o seu cão!


Já pensou em ir acampar com o seu cão? 
Pois vou contar para vocês como foi a minha primeira experiência com a Tequila. Caramba! Por onde começo mesmo? 
Pra facilitar: do começo.

Subi a serra de Santa Catarina, sentido Urubici, neste primeiro final de semana de carnaval com a minha Heeler de 11 anos. A ideia, era mesmo apenas uma barraca e muita aventura no meio da natureza que tanto adoramos.
Para minha surpresa, as minhas expectativas foram superadas. Que sorte a minha!

Como primeira experiência optei por levar apenas um cão e claro, a escolhida foi ela. Não só por me dar conta (e também um certo aperto no coração) de que ela já está com 11 anos, mas por ser a cadela com o melhor comportamento que possuo. Levar um cão para um lugar distante na natureza, exige que o ele seja bastante obediente e tenha um excelente comportamento com outros cães. Do contrário, treine mais o seu cão antes de aventurar-se.

No início eu cogitei a possibilidade de alugar um chalé, ou ficar em um hotel Pet Friendly, mas como consegui a companhia de uma dupla de profissionais do remo, montanhas e afins para acampar, com a certeza de que estaria em "boas mãos", topei a aventura!

Eu não levaria um cão meu a um lugar que eu nem sei quais são os perigos, bem como os desafios. Isso poderia ser muito irresponsável!

A Tequila é um cão treinado para andar sem guia desde filhote, e não se afasta de mim, do contrário a manteria na guia "full time"
Mesmo assim eu não tirei os olhos dela um só minuto!

Outro ponto positivo no comportamento dela é que sabe se manter relaxada me esperando no carro (claro que não no sol, e em lugar seguro) e barraca, ou onde quer que seja preciso. Não é um cão ansioso e ou que começaria latir, arranhar e chorar quando eu me afastasse, ou não seria um cão apto a ir acampar.

Levei um anti-pulgas spray para usar em caso de emergência como: carrapatos no campo, pulgas no local ou pelo contato com outros cães. Ah! Por isso o cão que for acampar precisa ser sociável. Durante nossa viagem encontramos vários cães soltos que saiam "do nada" durante as caminhadas e viam ao encontro dela, principalmente. Também levei um Kit de Primeiros Socorros simples.

No local onde acampamos em Urubici\SC existe um cão residente que é tipo um cão comunitário, ele se chama Lobo. Um querido! Parece uma mistura de Collie e nos acompanhou pelos passeios, bem como se manteve o tempo todo conosco no acampamento. 


Bem, mas voltando um pouco antes da nossa chegada ao camping, paramos em uma cidade de Alfredo Wagner, em um posto de gasolina com um restaurante e lanchonete enoorrrme!

Quando estacionei o carro e desci com ela, de cara eu avistei 6 cães passeando pelo local, na guia, com seus tutores também viajantes. O local não permite a entrada de cães, e nem oferece uma opção segura para sentarmos e comermos algo, quisera ir ao banheiro. Achei um grande vacilo da empresa!

Saber receber viajantes com seus cães é estar atento a um vasto nicho de mercado. Só de "birra" eu não comprei nada no local! Mas o usei para "esticar as pernas" e levar a minha garota no "banheiro" antes de continuarmos a nossa aventura.

Já na área que escolhemos para acampar, montei a minha barraca com ajuda dos "meninos" (agora já estou craque nisso!), e apresentei o local para o meu cão. Ficamos na beira de um rio de rochas, raso mas com correnteza. Ela ficou solta, mas como falei acima, não desgrudei dela nem para eu ir ao banheiro. Onde eu ia, ela ia comigo. De noite, a atenção foi sempre triplicada, e chegando certo horário já a colocava para dormir na barraca que ficava bem pertinho (colado) onde ficávamos reunidos, fazendo as refeição e conversando. Eu não tinha para usar, mas para a próximo quero algo com luminosidade. Uma coleira com led, um colete ou algo do tipo. Vai ser super útil para manter durante a noite no cão, e até para um eventual passeio debaixo do céu estrelado. Pesquisei e em Floripa é possível descolar um no Pett Z Store.
Penso que seja um equipamento de segurança muito importante em acampamentos com cães. 


Como eu estava acompanhada de profissionais do remo, tinha uma ligeira noção de caiaque (em águas calmas), e a Tequila se comporta muito bem, me aventurei com ela descendo uma corredeira nível 1 de Duck. Ela usou colete salva-vidas o tempo todo. E o colete que usei é de alta qualidade! 
Gente, dias desses uma pessoa que vende coletes salva-vidas para cães se ofendeu, "de graça", por eu orientar um tutor de cão que procurava pelo equipamento de segurança, em se atentar para a qualidade do produto. Tenho visto muita coisa sem qualidade alguma à venda. Desaprovo totalmente! Se ainda for para usar em uma piscina com o tutor do lado, até vai. Sei lá! Mas em um rio com correnteza ou no mar, me poupe! Segurança é fundamental e eu vou sempre passar a minha opinião verdadeira. 


Eu gosto desse colete (que recebi para teste, e aprovação ou não) pois a parte que vai na barriga é de neoprene, tem a mesma qualidade do material do meu Long John de surf, mantém o cão aquecido e é impermeável. O formato adere ao corpo do cão anatômicamente, e tem velcros bemm aderentes, e fechos seguros. Tem alças para retirar o cão da água, e uma proteção abaixo do pescoço que evita que o cão se afogue, ficando com a cabeça para baixo.
Ele é realmente seguro! E neste ponto sou bem rigorosa com os meus cães. Confira aqui!


Na hora de praticar esportes aquáticos (de verdade) irão ver que imprevistos acontecem. Na descida de mais ou menos dois KM rio abaixo, nós encalhamos algumas vezes em rochas. Nesse momento o Duck pode virar e o cão cair. Pensem nisso! Eu também usei coletes salva vidas e capacete, além do tão falado suporte da dupla de profissionais que ficaram nos cuidando o tempo todo.

Confesso para vocês que a Tequila sentiu bastante medo. Chegou a sentir um estresse considerável, e só se manteve deitada quieta pelo treinamento que tem. Talvez eu tenha exagerado na dose sendo ela uma cachorra com 11 anos de idade. Não repetiria assim, repentinamente, sem preparar ela gradualmente. Fizemos uma parada no meio do trecho para ela descer, respirar e brincar afim de estabilizar. Logo pulou de volta e fomos remar continuando a nossa aventura.


Outro equipamento que fez total diferença foi a capa de chuva. Eu comprei no Petcare Center, onde fica a minha escola aqui em Floripa. Tem alta qualidade e quando chegamos para montar a barraca, bem como por todo o primeiro dia, choveu, e de noite garoava. Usar a capa de chuva possibilitou mante-la seca, mas ativa, aproveitando a nossa trip. 
Também podem encontrar no site da Bitcão.

Todos os pontos acima destacados merecem muita atenção e precisam ser considerados, e avaliados. Avalie o seu cão e a sua habilidade de condução dele antes de leva-lo para aventuras. Seja honesto consigo e com ele, e se restar dúvida não arrisque, preparem-se antes. Tomando os cuidados necessários, aventure-se! É realmente muito bom!

Emmanuelle Moraes





4 de fev de 2016

Práticas de Socialização - Inscrições abertas




O primeiro PROGRAMA BOM PRA CACHORRO de 2016 traz uma peculiaridade. Ele vai acontecer em formato de uma Prática de Socialização. O que isto quer dizer? Neste evento, o caráter de aula em grupo de socialização é predominante.

Quem já participou das minhas Práticas de Socialização já sabe que aproveitamos a vivência para treinar e desenvolver habilidades sociais dos cães, bem como a confiança pessoal nas habilidades como condutor por parte dos tutores.

Essa prática vai acontecer através de um Trekking com os Cães por um caminho ainda não percorrido pelos participantes das edições de 2015 do Programa Bom pra Cachorro (outro formato de socialização que desenvolvo).

Horário de chegada ao local: 8hs
Horário de saída\início: 8h30
Horário de término: entre 11 e 12hs

Investimento: 
R$ 70,00 por cão
Obs: para tutores com mais de um cão, apenas serão aceitos os demais após análise do comportamento do cão e habilidade do tutor. Em caso de aceitação, o investimento pelo segundo cão é de R$ 20,00 e pelo terceiro de R$ 10,00.

Vagas: 15 cães principais

Se tem interesse em se inscrever com o seu cão entre em contato por e-mail (contato@educadoracanina.com.br) para saber maiores detalhes acerca dessa prática comigo.

Junte-se a nossa turma de aventureiros!

31 de jan de 2016

Aulas em grupo para filhotes - Inscrições abertas


Nova turma de filhotes com inscrições abertas!

Ah, esse é sem dúvida o programa mais importante na vida de um cão! E os tutores que já participaram, colhem os frutos de terem trabalhado na educação preventiva e socialização adequada do cão com o qual irão conviver por no mínimo 12 anos (em média).

As aulas iniciam no dia 18 de fevereiro, às 19:30hs. São 04 aulas consecutivas, às quintas, e acontecem no Petcare Center, onde é a sede da minha escola de educação canina. 

O ambiente é seguro, confortável e com uma estrutura muito bacana e apta a promover todos os estímulos que precisamos.

São apenas 04 vagas para cães com as suas respectivas famílias. Os temas trabalhados são pertinentes a fase de filhotes. Além disso, os alunos recebem acesso ao meu FÓRUM DE EDUCAÇÃO CANINA.

Inscrições: contato@educadoracanina.com.br

O investimento para participar com o seu cão da CLASSE PARA CACHORROS FILHOTES é de R$ 350,00. Vale lembrar que esse valor sofrerá reajuste após março, portanto, aproveitem.


9 de jan de 2016

Erros na hora de chamar o seu cão


Vamos conversar um pouco sobre alguns erros, bem comuns, e que podem fazer parte do repertório de hábitos de alguns de vocês na hora de chamar os seus cães? Fiz um vídeo bem simples. Caseiro mesmo! Mas acho que desta forma podemos estabelecer um diálogo mais eficaz. Se tiverem dúvidas podem postar lá no meu canal mesmo e vou tentar ajuda-los, clique aqui!




8 de nov de 2015

Colocar a coleira em um cão com medo


Quero mostrar para vocês um trecho de uma sessão com o Pepe onde o tutor começa a ensinar o cão a permitir que seja colocada a coleira. Vale destacar que se trata de um cão bem receoso ao toque, que por medo\insegurança demonstrava agressividade se forçado a fazer algo que não se sentisse à vontade.
Como se trata de um mestiço de Pit Bull e de tamanho considerável, medir força com ele não seria a melhor opção. Além disso, quando procurada pelos tutores, o objetivo era iniciar um treinamento sem utilização de força, medo ou dor (o que chamamos de uso de aversivos). 
Observem o quanto sou empolgada na hora de elogiar o cão pelo acerto. Dois são o motivo para tamanha exaltação:
  1. Ensinar o tutor sobre a importância de demostrar entusiamo para o cão.
  2. Recompensar o cão e ajuda-lo a ganhar confiança.
Uma informação importante sobre este caso é que levamos 5 sessões para conseguir fazer com que o cão saísse do carro e entra-se na minha escola. 

por Emmanuelle Moraes